ed.21-Editorial
Espiritismo e política.
Existe alguma relação entre a
doutrina espírita e a política?
O espiritismo pode e deve atuar no
campo político? De que forma?
As casas espíritas devem se envolver
com a política partidária?
Esta edição do jornal do IEE trata
destas e de outras questões, propiciando-nos uma reflexão séria, importante e
inadiável, dentro do contexto de transformação planetária que estamos vivendo,
onde o Brasil, e cada um de nós, tem um papel fundamental.
Na sugestão de leitura, apresentamos
a obra: ESPIRITISMO E POLÍTICA, de
Aylton Paiva, a qual apresenta a forma de atuação do espiritismo no campo
político e social, através da análise das Leis Morais, constantes na terceira
parte de
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Na seção Beneméritos da Humanidade,
apresentamos a biografia de Caibar
Schuttel, exemplo de cidadão, espírita e político ético, nobre e operoso.
Em outro artigo especial, o
conselheiro Aldo Colasurdo escreve sobre políticos espíritas, destacando a
figura importante do deputado federal Antonio Freitas Nobre, o qual participou
ativamente da construção da antiga sede do IEE, na Rua Leopoldo Couto de
Magalhães Jr.
Na coluna psicologia e espiritismo,
nossa colaboradora Esterlita Moreira trata do tema
o
despertar da consciência, e na seção assunto em família , Sueli Issa
relata uma interessante experiência de trabalho em sociedade, visando minimizar
o
problema da insegurança e da violência em nossa cidade.
Na matéria doutrinária, a
conselheira Glaucia Savin nos apresenta a
Lei de Sociedade, conforme o capítulo VII – da terceira parte de
O Livro dos Espíritos,
de Allan Kardec.
Veja também a programação das
palestras e demais atividades que irão acontecer no IEE.
Como reflexão, deixamos o texto
abaixo:
“Em
nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda
política, nem mesmo com as sutilezas comovedoras em nome da caridade. O
despistamento favorece a dominação do mal.”
André Luiz/ Valdo Vieira – livro conduta espírita ; mensagem n.10 : Nos
embates políticos.
Boa leitura.
ed.21-Sugestão de Leitura
Rafael Dourado
Uma publicação bimestral
Espiritismo e Política
O livro
Espiritismo e Política servirá de base para pesquisas, debates e
seminários, abrindo um quadro amplo para a reflexão de como o espiritismo pode e
deve atuar no campo político e social.
Sem se comprometer com legendas ou partidos, o espiritismo está apto
a contribuir para a equação de soluções consistentes aos angustiantes problemas
gerados pelo progresso, pela urbanização e pelo contingente humano que estagia
no planeta, em busca de soluções definitivas.
Neste livro, Aylton Paiva traz sua contribuição ao tema. Abre, com
isso, uma nova frente para a participação espírita no social, no político.
Índice
Índice
ed.21-Beneméritos da Humanidade
CAIRBAR SCHUTEL, O BANDEIRANTE DO ESPIRITISMO
20/3/1938 - o Teatro Municipal de Araraquara
recebe a maior plateia de sua história homenageando um homem que falecera dois
meses antes: Cairbar Schutel
12/9/1868
– no Rio de Janeiro nasce Cairbar de
Souza Schutel
PAIS: Antero de Souza Schutel e Rita
Tavares Schutel
24/04/1878 - morte do pai
12/09/1878 - nasce irmão Antero – vive 4 anos
24/09/1878 - morte da mãe – febre puerperal.
Órfão, vai morar com o avô, Dr. Henrique
Schutel, homem rico e muito enérgico
Vai estudar no Colégio Pedro II.
1880 - abandona o colégio e vai trabalhar
como aprendiz em uma farmácia, onde se especializou como farmacêutico prático,
adquirindo conhecimento na manipulação de remédios.
Rio de Janeiro era uma cidade
insalubre e, debilitado fisicamente, foi aconselhado por médico a deixar a
cidade ou acabaria tendo tuberculose
NOVAS CIDADES: Piracicaba e Araraquara
1891 a 1894 – emprego na Farmácia Moura; emprego
como entregador de mercearia e compra de pequeno sítio para cultivo de verduras
e frutas
1895 – surto de febre amarela em
Araraquara – atuou no combate à epidemia. Muda-se para Itápolis.
13/08/1896 –
NOVA MUDANÇA para o pequeno
povoado do Senhor Bom Jesus das Palmeiras
do Matão. Como farmacêutico tornou-se importante figura da sociedade local
Em Matão conhece
Maria Elvira da Silva Schutel, Dona Mariquinha. Ela evidenciou o
caráter humano de Cairbar. Vivem juntos e casam- se em 1905
MILITÂNCIA POLÍTICA:
28/08/1898 - elevação de vila a município –
eleito vereador e 1º Intendente.
SONHOS COM OS PAIS – considera as explicações do
padre local insatisfatórias e, em 1904 passa a frequentar sessões espíritas.
SUA
CONCLUSÃO: a vida continua após a morte.
Começa a estudar, vindo a abraçar o
Espiritismo, dele sendo um dos maiores divulgadores, tendo extensa obra
literária
15/07/1904 - funda o
Grupo Espírita Amantes da Pobreza (atual C. E. O Clarim) e o jornal
O
CLARIM. Nesse período - polêmica
com o padre João Batista Van Esse.
1912
- funda um pequeno hospital
para doentes pobres. Fica
conhecido como o "pai dos pobres de Matão“.
1914 - começa a visitar os presos na
Cadeia Pública de Matão, onde era
chamado sempre que algum detento era acometido de surto psicótico.
1917 - estende as visitas aos detidos na
Cadeia de Araraquara, onde proferia palestras.
1925 - funda a
REVISTA INTERNACIONAL DE
ESPIRITISMO.
De 19/08/1936 a 02/05/1937 profere,
aos domingos, as Conferências
Radiofônicas, através da Rádio Cultura de Araraquara, publicadas em livro em
09/1937.
Após curta enfermidade, falece vítima
de um aneurisma cerebral no dia 30 de janeiro de 1938.
Na mesma noite, por meio do médium Urbano de Assis Xavier, comunica-se e
sugere a seguinte frase para a lápide em seu túmulo:
"Vivi, vivo e viverei porque sou imortal".
OBRA LITERÁRIA:
Espiritismo e Protestantismo, Histeria
e Fenômenos Psíquicos, O Diabo e a Igreja, Espiritismo para crianças,
Interpretação sintética do apocalipse, Médiuns e Mediunidades, Gênese da Alma,
Materialismo e Espiritismo, Fatos Espíritas e as Forças X, Parábolas e Ensinos
de Jesus, O Espírito do Cristianismo, A Vida no Outro Mundo, Vida e Atos dos
Apóstolos, Preces espíritas, Conferências Radiofônicas, O Batismo
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ed.21-Matéria Especial
Aldo Colasurdo
POLÍTICOS
ESPÍRITAS
Entre os destacados espíritas estudiosos das legislações no Brasil, devemos
incluir Antonio Freitas Nobre. Nascido em 24 de março de 1921 em Fortaleza, veio
para São Paulo em 1936. Com 15 anos de idade, já trazia um livro de sua autoria,
A Epopeia Acreana, fato que o fez ser
considerado um prodígio. Durante sua vida, ainda escreveria mais de vinte livros
de Direito e de espiritismo. Casou-se em 1964 com a médica Marlene Rossi
Severino, nascida e criada em lar espírita, tornando-se pai de quatro filhos.
Iniciou-se no jornalismo sendo posteriormente presidente do sindicato desta
laboriosa classe por três vezes. Suas visitas a Francisco Candido Xavier fez
nascer fraternal e duradora amizade. Graças a Chico, o incansável político
receberia varias mensagens espirituais de Bezerra de Meneses, bem como
incentivos para criar um jornal espírita. Finalmente, em 1974 fundou a Folha
Espírita, de grande utilidade para esclarecimentos e difusão dos ensinamentos
doutrinários do Espírito da Verdade.
Posteriormente iniciaria sua carreira política elegendo-se vereador paulistano
por vários mandatos. Posteriormente foi sufragado como vice na gestão do saudoso
prefeito Prestes Maia. Em 1968, transferiu-se para Brasília, após sua eleição a
deputado federal, em São Paulo. Sempre era apoiado pelos seguidores do
espiritismo. Destacou-se em vários projetos tais como os direitos da Previdência
Social dos professores aos 25 anos de serviço, bem como as diretrizes que
beneficiassem os aposentados em geral nas mais justas aspirações. Contrário ao
aborto colaborou decisivamente na negação e arquivamento nas propostas de sua
maior liberação. Sempre teve com o princípio a assistência social sob as luzes
da doutrina trazida pelo plano espiritual. Suas constantes participações na
Câmara Federal eram elogiadas por vários órgãos de divulgação. O
Jornal da Tarde de São Paulo, em 1986,
noticiava a seu respeito: “no período ditatorial, quando muitos dissertavam
sobre sapos e grilos ele se punha em defesa dos humildes e perseguidos, contra o
desprezo e o abuso”. Presença constante nos debates e diretrizes políticas da
Assembleia Legislativa Federal, foi eleito vice-presidente do PMDB.
Os membros do Instituto Espírita de Educação, ante a necessidade de crescimento, lutavam
para concretizar alentado sonho: a construção de um amplo e moderno edifício.
Conseguiu-se o terreno e recursos financeiros iniciais. A cerimônia do início
das obras deveria ser realizada por respeitado adepto do espiritismo. Assim, na
Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, o destacado líder político Antonio
Freitas Nobre, lançou a pedra fundamental, representativa e iniciadora da nova
Escola Hilário Ribeiro. Posteriormente lhe foi solicitada colaboração no pedido
de isenção de impostos do IEE. O destacado seguidor de Kardec cuidou do assunto.
Em curto espaço de tempo, as medidas legais beneficiadoras de entidades de
utilidade pública foram concedidas.
Em 19 de novembro de 1990, o incansável batalhador e líder político kardecista
retornou a pátria celeste. Suas últimas e justas homenagens foram prestadas na
Câmara Municipal de São Paulo, com a presença de numeroso publico. Na ocasião
ouviram-se enaltecedoras e elogiosas palavras proferidas pelo destacado homem
público e companheiro Ulisses Guimarães. Na realidade, muitos políticos
espíritas, como Freitas Nobre e Bezerra de Menezes, têm demonstrado que o
passado de cada um fala por si e alertam o eleitor para uma criteriosa escolha
de seus representantes para os importantes cargos da administração publica.
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ed.21-Matéria de Capa
Lucia Andrade
Espiritismo e política
Espiritismo e política
Meus queridos, o período eleitoral se
aproxima e este artigo é um convite aberto para todos nós espíritas para que
possamos fazer uma reflexão corajosa sobre o nosso atual estágio de cidadania. A
doutrina espírita conscientiza a criatura humana, levando-a a tornar-se um "homem
de bem" no sentido global?
Haverá alguma relação entre espiritismo
e política? Sobre o aspecto filosófico, o espiritismo tem a ver e muito com a
política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa.
Conseqüentemente, o espírita não pode declinar da sua cidadania e deve vivenciá-la
de forma consciente e responsável.
O Brasil sempre foi alvo de muitas
esperanças. Fala-se em país do futuro, em berço da nova civilização e, nos meios
espíritas, em "coração do mundo e pátria do evangelho." O grande problema é que
os brasileiros nunca demonstraram grande empenho para alcançar concretamente
esses títulos.
Somos um país que não se conscientizou
de que depende da sociedade colaborar na resolução de muitos problemas dos quais
o Estado não consegue dar conta. O Brasil só vai poder dizer-se pátria do
evangelho quando der os primeiros passos na construção de uma sociedade
realmente democrática, justa e fraterna. Quando, enfim, os brasileiros olharem
para a sociedade e perceberem que fazem parte dela.
O espírita tem em suas mãos instrumentos
poderosos de participação (e de transformação) da sociedade: os centros
espíritas, as instituições específicas, os órgãos de comunicação. Sabemos que
Kardec recomendou aos centros que deixassem de lado as questões políticas. Essa
afirmação significa que não devemos trazer para o centro espírita as campanhas
partidárias, pois o lugar para o seu exercício é nos locais respectivos.
A partir do momento em que se fala em
reforma moral, em mudança de visão do mundo, em desapego dos bens materiais e
prática da caridade, fala-se sobre política.
"Em que consiste a missão dos espíritos
encarnados? Em instruir os homens, em lhes auxiliar
o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais". (Questão
n º 573 de
O Livro dos Espíritos).
O espiritismo trabalha com a educação.
Esta é a base da própria doutrina, pois, para praticá-la, temos de nos educar. E
a educação tem um conteúdo extremamente político, pois muda nossa forma de ver o
mundo e de agir nele.
O espiritismo valoriza o trabalho como
uma ação social e espiritual, pois o homem dele participa com seu corpo e
espírito, não importando se a atividade é manual ou intelectual.
A maior preocupação deste final de
milênio tem um nome: desemprego. Num mundo globalizado, cada vez mais dependente
da economia e das variações financeiras, o problema do desemprego está se
tornando muito grave.
O desemprego não é um problema que será
resolvido por uma "lei divina". Os homens é que têm de resolvê-lo. É bom que os
espíritas reservem um pouco da sua preocupação para os debates que se travam no
mundo a esse respeito. Precisamos
perceber que quando se trata desta questão, fala-se da evolução do homem.
Em sua participação política na
sociedade, o espírita não poderá perder de vista o aspecto ético ou moral da
questão. A reprodução do ser humano está ligada à tutela do casamento, cujo
surgimento representa um dos primeiros progressos da sociedade humana, pois
estabelece a solidariedade fraterna.
O espírita, de forma individual, e o
movimento espírita, de maneira coletiva, precisam estar atentos à defesa dos
fundamentos morais que preservem a nobre e elevada instituição do casamento.
Assim poderá se colocar contra a onda avassalante de sensualidade que varre os
meios de comunicação e que mantêm a mulher apenas como um objeto sexual, sob a
aparência de libertação.
"O uso dos bens da Terra é um direito de
todos os homens? Esse direito é conseqüente da
necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de
cumpri-lo". (Questão nº 711 de
O Livro dos Espíritos).
No entanto, nas organizações sociais
injustas a maioria dos homens é impedida do uso dos bens da terra por aqueles
que não só usam tais bens como, ainda, os dilapidam no gasto supérfluo. Não
respeitam o limite das necessidades que a natureza traçou.
A natureza não pode ser responsável
pelos defeitos da organização social, nem pelos efeitos da ambição e do egoísmo.
O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens. Todo ser humano tem
direito ao bem-estar. Logo, está errada e é injusta a sociedade em que apenas
alguns gozam do bem-estar.
Todas as vezes que o espírita constatar
a destruição da natureza em função do lucro que os sistemas econômicos exigem,
deverá associar-se contra tal destruição.
“E quem governa seja como quem serve".
Jesus
E como diz J. Herculano Pires (O
Reino. São Paulo: Editora Edicel, p.137), "o chamado de uma nova ordem
social está clamando no coração do mundo. E o mundo não pode deixar de atendê-lo,
porque é um imperativo do progresso terreno, uma lei maior do que as leis
transitórias dos homens é a expressão da própria vontade de Deus"
Foi a esta conclusão que chegou Martin
Luther King (Os Grandes Líderes – Nova
Cultural), ao afirmar que "não há nada mais trágico neste mundo do que saber o
que é certo e não fazê-lo. Não posso ficar no meio de todas essas maldades sem
tomar uma atitude."
Tomemos uma atitude também: façamos como
aquele beija-flor que no meio do incêndio da floresta, buscava água com seu
biquinho para apagá-la e alguém lhe perguntou: como pretende apagar o incêndio
com tão pouco? Ele respondeu: estou fazendo a minha parte.
Artigo elaborado a partir de
transcrições do livro O Espiritismo e a
Política para a Nova Sociedade – Aylton Paiva Lins. Casa dos Espíritas.
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ed.21-Psicologia e Espiritismo
Esterlita Moreira
Expandindo
a consciência espiritual
“Adquirir a consciência
plena da finalidade da existência na Terra constitui a meta máxima da luta
inteligente do ser”. (Joanna de Ângelis)
Ampliar a compreensão sobre a vida e sobre nós
mesmos é uma tarefa que pressupõe vontade e muito esforço. Se tivéssemos de eleger um propósito para a vida, sem
dúvida, seria a expansão da nossa consciência. A consciência é o nosso farol, é a centelha
divina viva em nós. Ela, que nos caracteriza como ser pensante, desenvolveu os
germes da lucidez ao longo de diversas existências até ganharmos o
discernimento necessário para estabelecer as relações com o que nos acontece e
assim podermos fazer nossas escolhas. Pela
incursão na matéria, no mundo objetivo, vamos aprimorando os conhecimentos
intelectuais pelas experiências vivas. No entanto, somente pela introspecção e
pelo diálogo sincero com a nossa consciência é que conseguiremos identificar os
objetivos essenciais da nossa vida, fazer as transformações morais necessárias
e, por conseguinte, nos harmonizar com as leis de Deus.
O reino da luz é interno
Com olhos espirituais, a nossa mente se torna
lúcida. Enxergaremos os pontos passíveis de melhoria em nós, num movimento de
dentro pra fora. Trata-se de uma tarefa que urge dentro de nós, que clama nossa
atenção. Como todo trabalho iluminativo, esse também não é fácil! As primeiras
etapas podem causar desânimo, cansaço, tal qual quando começamos a prática de
exercícios físicos. Mas, vencida essa primeira fase, as próximas serão menos
doloridas. Mantendo a disciplina, tal qual acontece com o nosso corpo, a nossa
mente se tornará nossa aliada. O hábito de introspecção criará em nós um clima
de segurança emocional, nos dando condições muito melhores de planejar as ações
que nos edificam e que contribuem com o progresso moral da comunidade em que
vivemos. A esse respeito, Santo Agostinho nos dá uma recomendação, “dê um
balanço no seu dia moral, se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir
em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida”.
Autoconciência – mente e
coração
Nesse caminho de encontro conosco mesmo, o de
ouvir a voz do nosso coração, vamos também desvelando a nossa identidade
divina, dando voz ativa a nossa consciência. O essencial é por a mente e as
mãos à obra, cada qual aperfeiçoando o seu próprio coração aliando-o com os
ensinamentos de humildade e de amor do Mestre Jesus. Tal qual o processo de uma
plantação, tudo tem o seu tempo de acontecer. Joanna de Ângelis nos incentiva a
não desistir desse empreendimento íntimo, nos dizendo que “repetir o tentame
com a lógica dos bons efeitos, conservar o entusiasmo são meios eficazes para
identificar as próprias possibilidades, sempre maiores quanto mais aplicadas”.
Recomendação de leitura: O Livro dos Espíritos - Pergunta
LE-919; O Ser consciente, pelo espírito de Joanna de Angelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco; Autodescobrimento, pelo espírito de Joanna de Angelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco.
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