Ed-17-Vai acontecer no IEE


Retorno às atividades em 2012:

Os encontros do curso de Educação Espírita para a Infância e Juventude reiniciam no dia 03/03/2012.

Aulas acontecem sempre aos sábados das 10 às 11h30.

Inscrições permanentes para interessados de 3 a 18 anos.

Os cursos de Iniciação ao Conhecimento do Espiritismo e Desenvolvimento Mediúnico iniciam no dia 7/3 às 20hs.

Os interessados em realizar os cursos da área de educação: informática, inglês e alfabetização- oficina de leitura e escrita para adultos, devem procurar a secretaria para informarem-se sobre a data de re-início das atividades.

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Ed–17–Aconteceu no IEE

Encerramento Evangeliza1

Infância e Juventude

O departamento de Infância e Juventude do IEE encerrou as suas atividades de evangelização no dia 26 de novembro com a apresentação de teatrinho realizado pelas crianças e jovens e com a confraternização entre pais, alunos e monitores. Agradecemos a todos que colaboraram direta ou indiretamente para a concretização deste projeto.



Festa de Natal


Aconteceu nas dependências do IEE, no dia 11 de dezembro, a tradicional festa de Natal para as crianças das alunas que fizeram o curso de gestantes. A festa foi animada pelo Coral Interlúdio, regido pela maestrina Eliana Galassi e pelo Papai Noel, é claro! Nesta ocasião entregamos as sacolinhas de natal, preparadas pelos nossos gentis colaboradores. E contamos também com a participação carinhosa de nossos voluntários.


Bazar do Bem Possível



As oficinas de artes manuais do IEE participaram, pela 4a vez, do Bazar do Bem Possível, promovido pelo Esporte Clube Pinheiros, ocorrido entre os dias 2 e 4 de dezembro, onde lá estiveram 112 organizações divulgando seus trabalhos sociais. O IEE colaborou com as apresentações musicais, trazendo convidados especiais: o Coral Madrigal e uma banda gaita de fole.


Nesta edição, nossas oficinas capricharam nos enfeites de Natal e confeccionaram guirlandas, toalhas de mesa e panos de pratos com motivos natalinos. As vendas antecipadas em nosso bazar interno foi um sucesso! E tudo isso foi possível graças às mãos generosas das nossas queridas voluntárias. 


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Ed–17–Expediente

Uma publicação bimestral: IEE - Instituto Espírita de Educação
Versão online:
www.jornaldoiee.blogspot.com
Rua Professor Atílio Innocenti 669 - Itaim
Bibi - SP - Telefone 11 3167 6333

Editor Chefe: Rafael Berlese de Matos Dourado
Coordenação: Karina Jaccard
Jornalista Responsável:Bárbara Moreira (55.466/SP)
Revisão Geral: Sandra Maria Mello Dourado Diagramação: José Luiz Mendieta Filho

Presidente: Maurício Ferreira Agudo Romão
Vice-Presidente: Rafael Berlese de Matos
Dourado
Diretoria Doutrinária: Sandra Maria Mello Dourado
Diretoria de Educação: Maria Inez Batista Araujo Diretoria Filantrópica: Esterlita Moreira
Diretor de Patrimônio: Nello Garbini
Diretor Financeiro: Luiz Carlos Palma
Vice-Diretor Financeiro: Adriano Melito
Primeira Secretária: Lúcia Maria Silva de Andrade Segunda Secretária: Cláudia Garbini

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Edição 16–Novembro Dezembro 2011

 

capa

Editorial
Rafael  Berlese de Matos Dourado
Vice-presidente do IEE

Matéria de Capa
O sentido espírita do natal
Glaucia Savin

Matéria Doutrinária
A lei divina ou natural
André Steagall Gertsenchteincia Maria Silva de Andrade

Matéria Especial
EURÍPEDES BARSANULFO
Guilherme Steagall Gertsenchtein

Por dentro do IEE
PROF. HERCULANO PIRES: “O educando é um reencarnado”
Lucia Andrade
Programação
Palestras e palestrantes
Importante
Vai acontecer no IEE
Aconteceu no IEE
Expediente

Ed–16–Editorial

 

Rafael

Rafael Berlese de Matos Dourado
vice-presidente do IEE

SEGUINDO A JESUS.

“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” – Jesus (Lucas, 14:27)

Ao nos aproximarmos do Natal e da chegada de um novo ano, gostaríamos de propor aos leitores uma singela reflexão:

Como estamos conduzindo nossa atual existência?

Como temos aproveitado as oportunidades recebidas nesta encarnação?

Qual o espaço temos dado a Jesus em nosso cotidiano diário?

Temos ouvido, aprendido e exemplificado os seus ensinamentos?

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira. (1)

Para cumprirmos com estas tarefas, enfrentando e vencendo nossos desafios, é necessário buscarmos Jesus, seguindo seus passos, com simplicidade e determinação, trabalhando, aprendendo e servindo.

Dever e renovação.

Serviço e aprimoramento.

Ação e progresso.

Responsabilidade e crescimento espiritual.

O momento é de renovação!

O tempo passa rapidamente. Sucedem-se os anos, mas os dias são sempre novos. Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento. Se possível, não deixemos para depois os laços de amor, do bem e da paz que podemos criar agora, em substituição às pesadas algemas do orgulho, egoísmo e da intolerância.

Dispomos, assim, de 365 ocasiões de aprendizado e recomeço no novo ano que se aproxima.

Não percamos tempo e oportunidades, olhando para o passado, ou nos afligindo com o que possa a acontecer no futuro.

Tenhamos a certeza de que nós somos os arquitetos de um futuro melhor, construtivo e efetivo para o nosso progresso material, moral e espiritual, e de todos aqueles com que nos relacionamos.

Agindo diariamente com fraternidade, tolerância, caridade, conforme o exemplo luminoso do Mestre Jesus, colaborando para a construção de um mundo melhor.

Não é fácil quebrar antigos preceitos do mundo, que nos orientam a agir contrariamente aos ensinamentos de Jesus, todavia, tais preceitos resultaram na construção de uma sociedade doente, cujos sintomas afetam todos nós: guerras, violência, intolerância, doenças, miséria, fome.

Mas é necessário mudar. Precisamos renovar nossos propósitos, valores, deliberações e atitudes, renascendo e vivendo uma nova vida.

Trabalhando para superar os obstáculos que nos cercam e alcançando a vitória sobre nós mesmos, vivenciando todos os dias a moral do Cristo Jesus: “fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fosse feito.”

A verdadeira comunhão com Jesus só é possível, se vivermos conforme ele nos ensinou.

Assim, reflitamos sobre isto, certos de que a misericórdia e o amor divinos são imensos.

Um Feliz Natal e que 2012 seja um ano de renovação para toda a humanidade.

(1) Fonte viva, mensagem 58– Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

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Ed–16–Capa

por Gláucia Savin

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O sentido espírita do Natal

Sem dúvidas, no calendário ocidental, o Natal é a data mais celebrada e também aquela cercada do maior número de simbolismos. Para entender o sentido que, como espíritas, devemos atribuir ao Natal, temos que recordar a origem de alguns destes símbolos e de seus significados.

A data de nascimento de Cristo é bastante controvertida, pois os antigos não possuíam calendários fixos, como na atualidade. O tempo nas sociedades predominantemente agrícolas era relacionado ao passar das estações do ano. Mesmo os romanos possuíam calendários diferentes: o calendário do Imperador Júlio Cesar se iniciava em julho e o de Augusto, em agosto. Os meses tinham números de dias variáveis, de acordo com o imperador reinante.

Quanto à data do nascimento de Cristo, conta-nos a Bíblia que César Augusto, então Imperador Romano, ordenou por meio de um decreto, o recenseamento da população do império. A ordem teria sido cumprida pelo Governador sírio, Quirino. De acordo com a ordem, cada um deveria apresentar-se à sua cidade natal. Por este motivo, José, pai de Jesus, embora habitasse em Nazaré, na Galileia, por ser descendente da casa de David, deveria alistar-se em Belém com sua mulher, Maria. Embora todos os fatos estejam consoantes com a narrativa bíblica, historiadores datam o recenseamento no ano 6 d.C.

O Evangelho de Mateus nos conta que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, o Grande. Herodes morreu em 4 a.C. Isto significa que Jesus pode ter nascido antes de 4 a.C.

O tradicional dia 25 de dezembro tem como origem o Solstício de Inverno que marcava a despedida da estação de calor e o período de descanso do solo no hemisfério norte. Esse acontecimento era marcado por comemorações pagãs, as Saturnálias, que tinham início no dia 25 de dezembro e se estendiam por doze dias, até o dia seis de janeiro. Para substituí-las, no ano de 350 d.C, por meio de um decreto do Papa Julio I, a data de 25 de dezembro foi oficialmente fixada como Natal, celebrado até hoje por nós.

A estrela de Belém, outro importante símbolo natalino, decorre de relatos que reportam à existência de uma estrela que brilhou sobre as colinas da cidade durante algumas noites e, depois, desapareceu, como se houvesse se consumido. Astrônomos da época consideraram tratar-se de um meteoro que poderia ter se incendiado. Na atualidade, pensa-se que a população da época pode ter presenciado a explosão de uma supernova. De qualquer maneira, vários cálculos baseados em astronomia, história e na Bíblia acabaram situando a data deste acontecimento astronômico entre o intervalo entre 7 e 4 a.C.

Mas, então, qual a data do nascimento de Cristo? E qual seria o sentido do Natal?

Como sabemos, Jesus é o espírito que se responsabilizou pelo desenvolvimento dos espíritos que encarnaram na Terra. Por seus elevados ensinamentos morais, Jesus tem sido um modelo e um guia para a humanidade, assim reconhecido mesmo por não cristãos.

A despeito, portanto, das controvérsias sobre a data de seu nascimento, retomemos a esplêndida lição de Vinícius, em sua obra Considerações sobre a Doutrina de Jesus sobre o nascimento do Cristo e façamos um paralelo:

Se perguntássemos ao apóstolo Paulo onde e quando Jesus nasceu, ele nos responderia que Jesus nasceu na Estrada de Damasco, quando sua intensa luz chegou a cegá-lo;

Se perguntarmos a Madalena, onde nasceu Jesus, ela nos responderia que Cristo nasceu em Bethânia, quando a pureza do Mestre a tocou, renovando seus sentimentos e convocando-a para uma nova vida;

Se fizermos a Pedro a mesma pergunta, ele nos responderá que Jesus nasceu para ele no átrio de Pôncio Pilatos, no momento em que o galo, cantando pela terceira vez, despertou sua consciência para a verdade;

Quando indagarmos a Zaqueu, o publicano, ele nos dirá que Jesus nasceu em Jericó, numa manhã de sol, quando o Mestre o viu postado no alto de uma árvore para vê-lo passar;

Para Tomé, o incrédulo, o Mestre nasceu em Jerusalém, quando pode testemunhar que a morte não tinha poder algum sobre o Filho de Deus;

Por fim, para Dimas, o bom ladrão, Cristo nasceu no alto do Calvário, justamente quando a ignorância da humanidade pretendia aniquilá-lo para sempre.

Cada um de nós, a exemplo das figuras da história, tem registrado em nosso íntimo, a data em que Jesus nasceu em nossos corações, convocando-nos, de forma inapelável ao nosso desenvolvimento moral por meio da prática do bem. Essa é a data do nosso Natal pessoal que, fraternalmente, compartilhamos juntos, no dia 25 de dezembro, em um momento que procuramos reunir nossas famílias e amigos, em torno do ideal cristão.

Percebemos que o calendário não importa. O que vale é podermos, a cada comemoração, nos voltarmos às lembranças que nos reportam ao nosso encontro pessoal com o Mestre, agradecidos pela oportunidade de renovação na trilha da fraternidade universal. E nestes inesquecíveis momentos de elevação e amor, ao dirigirmos nossas mentes em prece de gratidão, podemos ouvir os cânticos dos espíritos de luz ecoando no espaço: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.

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Ed–16–Matéria Doutrinária

por André Steagall Gertsenchtein

A lei divina ou natural

Logo que comecei a participar mais ativamente do estudo semanal em minha casa, passamos a ler os livros da Obra Básica[1], em vez dos livros de crônicas lidos quando minha irmã mais velha e eu éramos incapazes de seguir leitura mais complexa.

Ganhamos, minha irmã e eu, nossos exemplares do Livro dos Espíritos (que tenho até hoje). Tomei banho e me arrumei - melhor camisa, calça de sair - afinal, havíamos combinado que eu e ela faríamos a leitura das perguntas de forma alternada.

Coube à minha irmã, mais velha, a leitura da primeira pergunta. Era sobre Deus:

1 O que é Deus?

– Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

Fiquei incomodado (com dez anos!). Pareceu-me uma resposta evasiva. "Vai ver que na próxima pergunta eles explicam melhor...", pensei. E a próxima quem leu foi eu:

2 O que devemos entender por infinito?

– O que não tem começo nem fim; o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.

Fiquei mais frustrado. "Acho que na verdade ninguém sabe direito explicar o que é Deus e ficam enrolando...", pensei. Mas esperei até a terceira pergunta, já que era vez da minha irmã, para me queixar ao meu pai:

3 Poderíamos dizer que Deus é infinito?

– Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência. Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela própria, é definir uma coisa que não é conhecida por uma outra igualmente desconhecida.

Aí já era demais! Fiquei com certeza que ninguém sabia direito o que era Deus e que assim era melhor largar aquele Kardec e voltar a ler os livros de contos (Irmão X) que meus pais liam antes. Reclamei com meu pai que a explicação era enrolada e que assim ninguém nunca ia entender nada. Se o resto do livro fosse assim, era melhor deixarmos este Kardec de lado e encontrar outra coisa para estudar.

Paciente, meu pai explicou ser difícil explicar a natureza de Deus em palavras que pudéssemos entender por conta de nossas próprias limitações. Falou que era melhor entender Deus por suas obras. "Sei..." - pensei. "Ele também não entendeu nada e não quer admitir...".

Continuamos, apesar dos meus protestos, a estudar O Livro dos Espíritos. Apesar de resistir em admitir, fui me interessando pelos assuntos, pois, ao contrário das explicações sobre Deus, o resto era muito bem explicadinho.

A reencarnação, por exemplo, resolvia todas as minhas dúvidas sobre a injustiça aparente das diferenças entre situações das pessoas. Por que havia pobres e ricos? Cultos e incultos? Agressivos e pacíficos? Donde os afetos e desafetos aparentemente gratuitos?

A pluralidade dos mundos habitados, resolvendo a questão (ilógica) de sermos os únicos seres inteligentes num universo tão grande e rico.

A evolução, tão interessante, tendo por grande ferramenta a própria reencarnação, me parecia ideia de uma inteligência impressionante.

Mas eu continuava invocado com a explicação de Deus...

E assim prosseguimos com a leitura, por dois anos. Passei a adorar as explicações de Kardec, tão claras, a respeito de temas sobre os quais, em outros lugares, não havia qualquer explicação.

Éramos espíritos criados simples e ignorantes. Com as diversas experiências, íamos adquirindo livre-arbítrio e passávamos a participar da escolha de nossas provas e, consequentemente, influenciar em nossa própria evolução. Todos seríamos perfeitos.

Percebi que a lógica daquilo que aprendia - aquela lei que meu pai chamava de "Lei Natural" - era educativa, e não punitiva. Era de uma justiça cristalina. Mais inteligente que a lei aplicada no nosso mundo...

E assim terminamos, dois anos depois, a leitura do Livro dos Espíritos.

Havia achado o livro muito legal. As coisas que ele falava eram lógicas, justas e belas. A Lei Natural que ele pregava era de uma sabedoria impressionante.

E (melhor de tudo), fora aquela "briga" inicial com Deus, entendi tudo! Era quase como se alguém muito, mas muito inteligente e sábio tivesse imaginado tudo aquilo... Certamente a tal "Lei Natural" não podia ter surgido do nada.

Neste momento, percebi que, dentro de minhas limitações, havia entendido Deus também.

Não por explicações de como ele é fisicamente, ou mesmo de sua origem. Mas porque, de fato, eu senti que por trás daquela Lei Natural - ou Divina - só poderia haver uma inteligência superior, que resolvi, a partir de então, chamar de Deus.

Fiquei preocupado: como será que Deus vai reagir quando souber que até agora eu não acreditava nele? Depois de pensar um pouco resolvi propor um acordo:

"Deus, já que você é perfeito, tenho certeza que não ficou muito bravo comigo só porque duvidei um pouquinho de você".

"Além do mais", pensei, "se ele sabe de tudo, já sabia que eu ia acabar acreditando nele".

E fiz minhas pazes com Deus.

André Steagall Gertsenchtein é associado do Instituto Espírita de Educação desde 1985, admirador incondicional de Kardec e deixou de tentar entender coisas que sua pequena cabeça não pode compreender, tal como de onde surgiu Deus.


[1] Chamamos assim ao conjunto dos livros de autoria de Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, O que é o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Céu e o Inferno, A Gênese e Obras Póstumas. Este último é uma coletânea de trabalhos dele publicados após seu falecimento.

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